1. "Explica como é que [...] um estereótipo é fruto da imaginação e uma definição do mundo anterior à observação. Deves fazer pelo menos uma citação do artigo e, se quiseres, acompanha o teu texto com exemplos concretos. "
1. Dificilmente nos conhecemos em totalidade. Isto porque a nossa visão sobre nós próprios é muitas vezes diferente da visão sobre nós próprios de outros. E sendo esse processo interpretativo relacionado connosco, pertence-nos. E muitas vezes, não sabemos exactamente quem somos aos olhos de outros. Se a ideia que esses outros têm de nós são verdadeiras, pouco interessa, pois essa ideia prevalece neles e é através dela que somos por eles avaliados. Estereotipamos, da mesma maneira que somos estereotipados. Seja pela cor do cabelo ou pela nacionalidade, estamos inseridos num grupo - que pode ser ou não determinado por nós próprios - e isso insere-nos numa realidade criada por todos.
Segundo Marcos Pereira, o estereótipo pode ser definido por uma série de factores - "factores físicos, biológicos, individuais, grupais e contextuais" . Apesar da simplificação que está intríseca ao "estereotipar" e da ausência, muitas vezes, de características que permitam englobar um certo número de pessoas num mesmo grupo, é certo que o estereótipo tem a sua razão de ser (como disse R Rojao, "Por exemplo se vivesse na Alemanha se calhar já não achava as suecas belas e loiras, já que na Alemanha há bastantes loiras. Mas nunca saberei , porque o meu estereótipo das suecas, já está definido de acordo com a cultura e sociedade em que estou inserido" - ele associa raparigas loiras a alemãs porque, de facto, há muitas loiras na Alemanha). De notar que as pessoas não aceitam simplesmente um estereótipo ou um preconceito só porque "o outro disse". Podem avaliar a situação a aceitá-la ou não (podendo depender, aí assim, da pressão do grupo ou outros).
Como disse Marcos Pereira, "Isso em razão de estereótipos não serem inatos e serem modificados com o tempo, pois as informações não são absorvidas, mas interpretadas, avaliadas, elaboradas, organizadas e armazenadas, em um processo influenciado pelas variáveis pessoais. ". Não nos sendo o estereótipo inato mas sim apreendido, podemos concordar com ele ou não, por mais que alguns factores possam influenciar a nossa aceitação desse mesmo estereótipo. Esta aceitação pode estar interligada com uma série de factores, mas o motivo mais plausível é a estranheza, a diversidade, a complexidade que o mundo nos oferece. Sendo nós um pequeno ser inserido neste tão grande mundo, temos de encontrar maneiras de o categorizar, dividir, e então entendê-lo. Para estarmos então preparados a este choque que é a vida social, tendemos a "imaginar e definir o mundo" (Paula Guerra) - através dos estereótipos e da simplificação que nos oferecem - para em seguida o "observar", sendo essa observação não livre, mas presa aos cânones de um pré-julgamento. Metaforicamente, podemos afirmar que vemos pois o mundo através de uns óculos com uma graduação medida em número de estereótipos. Não nos apercebemos como distorcem a realidade do mundo em frente aos nossos olhos, pois tudo fica mais claro e perceptível. Pensamos ver o mundo exactamente como ele é - em liberdade de espirito - mas na verdade, vamo-nos enganando aos poucos.
1. Dificilmente nos conhecemos em totalidade. Isto porque a nossa visão sobre nós próprios é muitas vezes diferente da visão sobre nós próprios de outros. E sendo esse processo interpretativo relacionado connosco, pertence-nos. E muitas vezes, não sabemos exactamente quem somos aos olhos de outros. Se a ideia que esses outros têm de nós são verdadeiras, pouco interessa, pois essa ideia prevalece neles e é através dela que somos por eles avaliados. Estereotipamos, da mesma maneira que somos estereotipados. Seja pela cor do cabelo ou pela nacionalidade, estamos inseridos num grupo - que pode ser ou não determinado por nós próprios - e isso insere-nos numa realidade criada por todos.
Segundo Marcos Pereira, o estereótipo pode ser definido por uma série de factores - "factores físicos, biológicos, individuais, grupais e contextuais" . Apesar da simplificação que está intríseca ao "estereotipar" e da ausência, muitas vezes, de características que permitam englobar um certo número de pessoas num mesmo grupo, é certo que o estereótipo tem a sua razão de ser (como disse R Rojao, "Por exemplo se vivesse na Alemanha se calhar já não achava as suecas belas e loiras, já que na Alemanha há bastantes loiras. Mas nunca saberei , porque o meu estereótipo das suecas, já está definido de acordo com a cultura e sociedade em que estou inserido" - ele associa raparigas loiras a alemãs porque, de facto, há muitas loiras na Alemanha). De notar que as pessoas não aceitam simplesmente um estereótipo ou um preconceito só porque "o outro disse". Podem avaliar a situação a aceitá-la ou não (podendo depender, aí assim, da pressão do grupo ou outros).
Como disse Marcos Pereira, "Isso em razão de estereótipos não serem inatos e serem modificados com o tempo, pois as informações não são absorvidas, mas interpretadas, avaliadas, elaboradas, organizadas e armazenadas, em um processo influenciado pelas variáveis pessoais. ". Não nos sendo o estereótipo inato mas sim apreendido, podemos concordar com ele ou não, por mais que alguns factores possam influenciar a nossa aceitação desse mesmo estereótipo. Esta aceitação pode estar interligada com uma série de factores, mas o motivo mais plausível é a estranheza, a diversidade, a complexidade que o mundo nos oferece. Sendo nós um pequeno ser inserido neste tão grande mundo, temos de encontrar maneiras de o categorizar, dividir, e então entendê-lo. Para estarmos então preparados a este choque que é a vida social, tendemos a "imaginar e definir o mundo" (Paula Guerra) - através dos estereótipos e da simplificação que nos oferecem - para em seguida o "observar", sendo essa observação não livre, mas presa aos cânones de um pré-julgamento. Metaforicamente, podemos afirmar que vemos pois o mundo através de uns óculos com uma graduação medida em número de estereótipos. Não nos apercebemos como distorcem a realidade do mundo em frente aos nossos olhos, pois tudo fica mais claro e perceptível. Pensamos ver o mundo exactamente como ele é - em liberdade de espirito - mas na verdade, vamo-nos enganando aos poucos.
Sem comentários:
Enviar um comentário